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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Confraternização em 13/12/2013

Fim de ano é época de comemorar e confraternizar. Foi isso que nós da Confraria dos Baccaninhas fizemos no último encontro de 2013. Nessa noite muito especial comemoramos o ano de criação da Confraria e o sucesso dos nossos 10 primeiros encontros regado a bons petiscos, boa comida, bons papos, muitas risadas e a muitos bons vinhos.

Da esquerda para direita em pé: Antônio, Klauber e João Victor
Sentados: Carol, Paulo (eu), Patrícia, Arilson, Rafael, Michelle, Gandhi, Everaldo e Carlos.
Esta comemoração contou com a presença de alguns cônjuges dos participantes que não costumam ir nos encontros normais por impossibilidade ou por não ser tão apreciador da bebida.  Como foi o caso de minha esposa que só bebe espumante e em ocasiões especiais.

Neste encontro ainda surpreendi os participantes com o sorteio de 3 brindes: Um livro - "Comida e Vinho: Harmonização Essencial" de José Ivan Cardoso dos Santos - e dois kits de rolhas e bomba a vácuo para melhor preservação do vinho após aberto.

 
O evento terminou às 7:30 da manhã com eu e Antônio ouvindo metal e bebendo umas garrafinhas de Skol para encerrar!

Com exceção dos espumantes e do primeiro vinho da noite, o La Valona, foram escolhidos os vinhos melhores avaliados entre os consumidos nos 10 encontros anteriores das diferentes categorias e faixas de preço.  Nesse encontro e, por consequência, esse Post não houve o processo de avaliação dos vinhos degustados como nos encontros anteriores.

Uma seleção memorável!
Os vinhos foram:

1) La Valona 2010 - ESPANHA
Qtd.: 2 garrafas
Região: Castilla La Mancha
Uvas: 60% Tempranillo, 20% Syrah, 10% Merlot e 10% Malbec

2) Emilio Moro D.O 2007 - ESPANHA
Qtd.: 2 garrafas
Região: Ribera del Duero
Uva: Tempranillo

3) Quinta de Pancas Seleção do Enólogo 2009 – PORTUGAL
Qtd.: 2 garrafas
Região: Alenquer
Uvas: Touriga nacional (50%), cabernet sauvignon (30%) e alicante bouschet (20%)

4) Louis M. Martini Sonoma Cabernet Sauvignon 2010 – EUA
Qtd.: 2 garrafas
Região: Sonoma
Uva: Cabernet Sauvignon

5) Viñedo de Los Vientos Tannat 2011 – URUGUAI
Qtd.: 2 garrafas, sendo que uma de 500mL
Região: Atlântida
Uva: Tannat

6) Cosecha Tarapaca Carmenere 2012 – CHILE
Qtd.: 2 garrafas
Região: Valle Central
Uva: Carménère

7) Terraços - PORTUGAL
Qtd.: Meia garrafa
Região: Tejo
Uvas: Aragonêz, Syrah e Castelão

8) Espumante Veuve D`Argent Rosé Brut – FRANÇA

9) Espumante Peterlongo Privillege Demi-Sec - BRASIL

Foram servidos maravilhosos cozidos de carneiro e de boi para o jantar.  Cada um com o seu pirão e uma grande travessa de legumes variados.

Pena que não foram tiradas muitas fotos dessa noite inesquecível...

Convidada de honra!
Esta hora estávamos bebendo umas cervejinhas!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

1º ao 4º encontro

Como informado no primeiro Post, segue um resumo dos primeiros quatro encontros. 
 
PRIMEIRO ENCONTRO

A única foto registrada no primeiro encontro já foi publicada no primeiro Post.  Mesmo assim, segue novamente:

Na ordem: Antonio, Eu (Paulo), Gandhi, Klauber e Arison
 
O primeiro vinho da noite foi o Hartemberg Pinotage 2010, da África do Sul.  Excelente vinho.  A primeira impressão não foi tão boa assim, mas depois que tomei alguns goles, fui me encantando cada vez mais.  Bem encorpado e com final intenso e prolongado.  Sabor de tabaco e um pouco de café, aroma de carvalho tostado.

O segundo foi um Casillero del Diablo Pinot Noir 2011, chileno.  No dia seguinte ao encontro eu escrevi: “Se esse for o sabor de vinhos com a uva Pinot Noir, realmente não me agrada.  Porém tenho a impressão de que já bebi melhores com esta uva.  Leve (até demais), pouco tanino e sabor enjoativo.”.  Porém, acho que não foi uma análise justa, pois não respeitamos uma regrinha que diz que devemos iniciar pelos vinhos mais leves seguindo pelos mais encorpados.  Hoje, acredito que isso interfere significativamente na percepção, prejudicando o vinho mais leve.

O terceiro foi um argentino, Amalia Dos Fincas Cabernet Sauvignon, Merlot 2011.  Vinho de cheiro de iogurte de morango e sabor de iogurte de frutas; bastante frutado; tanino equilibrado; corpo e retrogosto médio.  Muito agradável de beber e deve agradar muito o paladar feminino.  Excelente custo/benefício.

O quarto vinho foi o Evel 2009, português de Douro.  Sabor de azeitonas pretas.  Não é um vinho de muita qualidade.  Bom corpo, mas de razoável sabor.

O quinto e último foi o péssimo Don Valentin Lacrado 2010, mais parece um vinho de mesa seco barato.

SEGUNDO ENCONTRO

Em sentido horário começando pela esquerda: Eu, Klauber, Arilson e Gandhi
Vamos aos vinhos:

1º) Alta Vista Premium Torrontés 2011 (BRANCO) – ARGENTINO
Esta garrafa foi a grande surpresa da noite.  Todos os integrantes dos bacaninhas preferem vinho tinto e alguns chegavam até a ter resistência aos brancos.  Mas todos gostaram muito deste exemplar, inclusive eu.  Achei menos ácido do que os brancos costumam ser, bom corpo e muito saboroso.

2º) Vinedo de los Vientos Tannat 2010 – URUGUAIO
Este vinho foi bastante aprovado pelo grupo.  Bom corpo, final em boca marcante.  O aroma de maior destaque foi o de tostado.  Sabor de chocolate e cacau foram os mais expressivos, porém também percebemos o sabor de madeira torrada.  Contudo, se este vinho for comparado com o Uruguauio Corte Supremo, também da uva Tannat, que eu bebi em outra ocasião, na minha opinião perde feio.

3º) La Bélière Rouge 2010 (Baron Philippe de Rothschild) - FRANCÊS
Esperava um vinho mais leve, porém é estruturado.  Agradou a todos, inclusive a mim.  Porém achei um pouco agressivo, talvez pelos taninos duros.  Acredito que o vinho precisava ser decantado por uns 40 minutos para amaciar mais e mostrar um melhor equilíbrio.

4º) Viña Amalia Dos Fincas Malbec 2011 - ARGENTINO
Posso dizer que é um vinho frutado, mas gostei bem menos do que o mesmo vinho do corte Cabernet Sauvignon com Merlot bebido no primeiro encontro.

5º) Tarapacá Cosecha Cabernet Sauvignon 2012 – CHILENO
A avaliação ficou bastante prejudicada, como sempre acontece com as últimas garrafas. Pelo pouco que lembro, pareceu bem dentro do esperado para um Cabernet Sauvignon para o dia a dia.

TERCEIRO ENCONTRO

Maristela, Luna (Que figura!), Klauber, Gandhi, Eu, Arilson e Gustavo


Primeiro bebemos o espumante argentino, Federico de Alvear Brut, mas não houveram grandes comentários, a não ser que, em geral, não agradou.

Em seguida degustamos o francês Barton & Guestier Gold Côtes Du Rhône 2011.  As opiniões foram:
Paulo: Aroma de ervas e azeitona verde.  Tanino um pouco desequilibrado, notas de menta e hortelã, retrogosto puxando para tabaco.  Inicialmente a agressividade do tanino foi acentuada, mas com o tempo foi melhorando.  Começou com nota 6,5, mas depois aumentou para 7
Gustavo: Sabor de cereja e retrogosto de tabaco. Nota 6.
Arilson: Percebeu que harmonizou muito bem com o queijo coalho e todos concordaram.  Deu uma amaciada no tanino.  Nota 7
Klauber: Nota 5

O terceiro e quarto vinhos são chilenos e foram degustados simultaneamente.  Fizemos isso para comparar os dois vinhos que são da mesma vinícola e da mesma categoria, mudando apenas a uva e a safra, são eles Canepa Finísimo Carménère 2010  (88 pontos Robert Parker) e Canepa Finísimo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2008

Opiniões do Carmenere:
Unanimemente, este foi o melhor vinho da noite.
Paulo: Aroma de frutas vermelhas e notas de pimenta, o que é característica comum à maioria dos carmeneres
Gustavo: Aroma de frutas cítricas
Cleiton: Sabor de pimenta

Opiniões do Cabernet Sauvignon:
Gustavo: Foi quem mais gostou deste, achou marcante com notas de batom.
Paulo: Vinho madeirado, com o sabor esperado dessa uva. 
Cleiton: Muito gostoso e marcante, com notas de pimenta.
Arilson: Sabor apimentado
Maristela: Gostou mais desse do que do Carmenere.  Achou o final bem macio
Klauber: Achou mais aveludado

Em seguida foi servido o Casillero Del Diablo Reserva Shiraz 2011, mas esse não foi avaliado.  Eu já havia bebido este vinho e lembro ter gostado bastante.


Por fim ainda bebemos um honesto Cosecha Tarapacá Merlot 2012.

QUARTO ENCONTRO

1º) Valpolicella Superiore La Bandina 2007 (Tenuta Sant'Antonio) - ITÁLIA
Eu estava bastante curioso para experimentar um bom Valpolicella.  Por este vinho estou encantado com a região.  Ficará muito tempo na lembrança como um dos melhores vinhos que já bebemos. 
Quanto aos aromas, concordamos que é bastante madeirado, com notas de especiarias, pimenta e frutas vermelhas.
Um sabor estruturado com presença marcante de madeira foi percebido por todos.  Outras percepções no paladar foram: notas de chocolate (Gandhi), aveludado (Paulo), alcóoloico e intenso (Klauber) e ácido no início (Antônio).

2º) Pulpit Rock Pinotage/Syrah 2011 – ÁFRICA DO SUL
Aroma de frutas e baunilha.  Sabor de pimenta, frutas, adocicado, porém ácido em demasia.  Melhora bastante com a aeração.  Retrogosto agradável e prolongado.

3º) Latitud 33° Syrah 2012 - ARGENTINO
4º) Latitud 33° Malbec 2012 - ARGENTINO
5º) Latitud 33° Cabernet Sauvignon 2012 - ARGENTINO

Quanto a esses três vinhos, ficarei sem um registro detalhado, pois não achei as anotações que fizemos sobre os mesmos e não recordo de muita coisa.  Lembro que Gandhi não gostou de nenhum, Antônio achou o Malbec o melhor da noite e eu, que já bebi o Malbec e o Syrah anteriormente, gosto muito de ambos, especialmente do Syrah.


O penúltimo vinho da foto (Familiar, português) foi utilizado para fazer comida e o último (Terraços) foi um complemento para aqueles que ainda estavam dispostos a beber.