segunda-feira, 23 de setembro de 2013

5º Encontro em 05/09/2013

Neste encontro fomos presenteados pelo participante Gustavo (Feijão), fotógrafo de primeira linha em noite inspirada com sua máquina, com fotos belíssimas.  Vou começar com uma pequena amostra (para ampliá-las basta clicar):


Gandhi, Klauber, Eu, Arilson, Eliza, Feijão (Pai) e, no colo, Feijão Fradinho (Filho)

1o ) Viña Amália Dos Fincas Malbec Rosé 2012 - ARGENTINO

Nenhum dos membros já havia experimentado um vinho rosê anteriormente.  Foi uma grata surpresa assim como o branco (Alta Vista Torrontes) no segundo encontro da confraria.

Foi unânime a percepção de que o aroma é bem próximo do cheiro de espumantes.  Eu percebi notas de frutas cítricas; Gustavo, de nozes; Arilson, de frutas vermelhas; Gandhi, de Cidra; e Klauber sentiu aroma frutado.

Já o sabor, achei que o rosê atua como um branco melhorado, pois tem uma acidez menor e um retrogosto razoável.  Também senti o sabor de frutas cítricas, o mesmo sentiu Klauber, que também achou ácido.  Gustavo se surpreendeu, achando o sabor mais marcante e forte do que o aroma.  Arilson achou adocicado e leve.  Gandhi considerou frutado e com final prolongado.
NOTAS
Paulo
7
Gandhi
8
Gustavo
6,5
Klauber
6,5
Arilson
8
MÉDIA
7,2

2o) Quinta de Pancas Seleção do Enólogo 2009 – PORTUGUÊS

Este vinho é daqueles que marcam no primeiro e melhora a cada gole.  Com a aeração evolui ainda mais.  Todos adoramos este vinho.

Em geral sentimos aromas intensos, madeirado, com notas de tabaco.  Eu ainda percebi notas de azeitona preta e leve toque de amora.  Gandhi percebeu notas de especiarias e Klauber de pimenta do reino.

Quanto ao sabor, concordamos que é bastante estruturado, madeirado, com notas de pimenta, azeitona preta e leve toque de chocolate.
NOTAS
Paulo
8,5
Gandhi
7
Gustavo
8
Klauber
8
Arilson
9
Maria Eliza
8
MÉDIA
8,1

3o) Miolo Cuveé Giuseppe 2011 – BRASILEIRO

Na minha opinião, por ser um pouco menos encorpado e madeirado, foi prejudicado pelo anterior.  Mas também gostei muito deste vinho.  Inclusive, esse faz mais meu estilo do que o Quinta de Pancas.  A atribuição da mesma nota, foi por conta do Português ser mais estruturado, final mais prolongado, mostrando-se um vinho mais bem elaborado.

Senti aroma de frutas vermelhas, como morango; Gandhi, de ameixa; Arilson, de frutas vermelhas, assim como Gustavo, que também sentiu cheiro de melancia; Klauber achou o cheiro frutado, assim como Maria Eliza.

Quanto ao sabor, achei mais frutado, menos madeirado e corpo médio para encorpado.  Os demais acharam mais leve e com um retrogosto mais fraco.
NOTAS
Paulo
8,5
Gandhi
6
Gustavo
7
Klauber
7,5
Arilson
8
Maria Eliza
7
MÉDIA
7,3

4o) Lidio Carraro Faces Tinto FIFA World Cup – BRASILEIRO

Esse vinho tem aroma frutado, suave, fresco (segundo Gandhi é tipo Clodovio).  Segundo Arilson, tem sabor de água; Gandhi achou adocicado; Gustavo, apimentado; segundo Paulo, o tanino se destaca, mas não de forma positiva.  Em geral, os participantes não gostaram por ser mais fraco (Essa galera parece gostar dos mais encorpados).  Como sempre, me pergunto se a sensação de um vinho leve não foi aumentada por conta de termos bebido vinhos tão marcantes anteriormente.  Vou comprar outra garrafa para nova análise.
NOTAS
Paulo
6
Gandhi
3
Gustavo
5
Klauber
6
Arilson
5
Maria Eliza
6
MÉDIA
5,2

5o) Alandra Tinto – PORTUGUÊS

Klauber sentiu aroma frutado e refrescante; Paulo, suave com notas de ervas; Gustavo, um pouco de pimenta; Maria Eliza, achou perfumoso e floral.

Quanto ao paladar, Gandhi achou suave, adocicado, frutado e apimentado; Klauber, sentiu notas de pimenta quando harmonizou com o rocambole; Arilson achou que travou um pouco no final; Gustavo, achou apimentado.

A partir do 5o vinho, não estávamos tão compromissados com o mesmo, por isso não foi pontuado.

6o) Fundador Tawny, Porto, Real Companhia Velha – PORTUGUÊS

Somos muito inexperiente com vinhos do Porto.  Mas percebemos que ele é licoroso e adocicado.  Gandhi achou que lembra a bebida Cravinho e Arilson, Licor de Jabuticaba.  Surpreendeu aos que nunca haviam bebido deste vinho.

Os protagonistas da noite

Para finalizar, comemos um belo Rocambole de frango com molho de tomate servido junto com o 5º vinho (O português Alandra) e harmonizou muito bem.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

1º ao 4º encontro

Como informado no primeiro Post, segue um resumo dos primeiros quatro encontros. 
 
PRIMEIRO ENCONTRO

A única foto registrada no primeiro encontro já foi publicada no primeiro Post.  Mesmo assim, segue novamente:

Na ordem: Antonio, Eu (Paulo), Gandhi, Klauber e Arison
 
O primeiro vinho da noite foi o Hartemberg Pinotage 2010, da África do Sul.  Excelente vinho.  A primeira impressão não foi tão boa assim, mas depois que tomei alguns goles, fui me encantando cada vez mais.  Bem encorpado e com final intenso e prolongado.  Sabor de tabaco e um pouco de café, aroma de carvalho tostado.

O segundo foi um Casillero del Diablo Pinot Noir 2011, chileno.  No dia seguinte ao encontro eu escrevi: “Se esse for o sabor de vinhos com a uva Pinot Noir, realmente não me agrada.  Porém tenho a impressão de que já bebi melhores com esta uva.  Leve (até demais), pouco tanino e sabor enjoativo.”.  Porém, acho que não foi uma análise justa, pois não respeitamos uma regrinha que diz que devemos iniciar pelos vinhos mais leves seguindo pelos mais encorpados.  Hoje, acredito que isso interfere significativamente na percepção, prejudicando o vinho mais leve.

O terceiro foi um argentino, Amalia Dos Fincas Cabernet Sauvignon, Merlot 2011.  Vinho de cheiro de iogurte de morango e sabor de iogurte de frutas; bastante frutado; tanino equilibrado; corpo e retrogosto médio.  Muito agradável de beber e deve agradar muito o paladar feminino.  Excelente custo/benefício.

O quarto vinho foi o Evel 2009, português de Douro.  Sabor de azeitonas pretas.  Não é um vinho de muita qualidade.  Bom corpo, mas de razoável sabor.

O quinto e último foi o péssimo Don Valentin Lacrado 2010, mais parece um vinho de mesa seco barato.

SEGUNDO ENCONTRO

Em sentido horário começando pela esquerda: Eu, Klauber, Arilson e Gandhi
Vamos aos vinhos:

1º) Alta Vista Premium Torrontés 2011 (BRANCO) – ARGENTINO
Esta garrafa foi a grande surpresa da noite.  Todos os integrantes dos bacaninhas preferem vinho tinto e alguns chegavam até a ter resistência aos brancos.  Mas todos gostaram muito deste exemplar, inclusive eu.  Achei menos ácido do que os brancos costumam ser, bom corpo e muito saboroso.

2º) Vinedo de los Vientos Tannat 2010 – URUGUAIO
Este vinho foi bastante aprovado pelo grupo.  Bom corpo, final em boca marcante.  O aroma de maior destaque foi o de tostado.  Sabor de chocolate e cacau foram os mais expressivos, porém também percebemos o sabor de madeira torrada.  Contudo, se este vinho for comparado com o Uruguauio Corte Supremo, também da uva Tannat, que eu bebi em outra ocasião, na minha opinião perde feio.

3º) La Bélière Rouge 2010 (Baron Philippe de Rothschild) - FRANCÊS
Esperava um vinho mais leve, porém é estruturado.  Agradou a todos, inclusive a mim.  Porém achei um pouco agressivo, talvez pelos taninos duros.  Acredito que o vinho precisava ser decantado por uns 40 minutos para amaciar mais e mostrar um melhor equilíbrio.

4º) Viña Amalia Dos Fincas Malbec 2011 - ARGENTINO
Posso dizer que é um vinho frutado, mas gostei bem menos do que o mesmo vinho do corte Cabernet Sauvignon com Merlot bebido no primeiro encontro.

5º) Tarapacá Cosecha Cabernet Sauvignon 2012 – CHILENO
A avaliação ficou bastante prejudicada, como sempre acontece com as últimas garrafas. Pelo pouco que lembro, pareceu bem dentro do esperado para um Cabernet Sauvignon para o dia a dia.

TERCEIRO ENCONTRO

Maristela, Luna (Que figura!), Klauber, Gandhi, Eu, Arilson e Gustavo


Primeiro bebemos o espumante argentino, Federico de Alvear Brut, mas não houveram grandes comentários, a não ser que, em geral, não agradou.

Em seguida degustamos o francês Barton & Guestier Gold Côtes Du Rhône 2011.  As opiniões foram:
Paulo: Aroma de ervas e azeitona verde.  Tanino um pouco desequilibrado, notas de menta e hortelã, retrogosto puxando para tabaco.  Inicialmente a agressividade do tanino foi acentuada, mas com o tempo foi melhorando.  Começou com nota 6,5, mas depois aumentou para 7
Gustavo: Sabor de cereja e retrogosto de tabaco. Nota 6.
Arilson: Percebeu que harmonizou muito bem com o queijo coalho e todos concordaram.  Deu uma amaciada no tanino.  Nota 7
Klauber: Nota 5

O terceiro e quarto vinhos são chilenos e foram degustados simultaneamente.  Fizemos isso para comparar os dois vinhos que são da mesma vinícola e da mesma categoria, mudando apenas a uva e a safra, são eles Canepa Finísimo Carménère 2010  (88 pontos Robert Parker) e Canepa Finísimo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2008

Opiniões do Carmenere:
Unanimemente, este foi o melhor vinho da noite.
Paulo: Aroma de frutas vermelhas e notas de pimenta, o que é característica comum à maioria dos carmeneres
Gustavo: Aroma de frutas cítricas
Cleiton: Sabor de pimenta

Opiniões do Cabernet Sauvignon:
Gustavo: Foi quem mais gostou deste, achou marcante com notas de batom.
Paulo: Vinho madeirado, com o sabor esperado dessa uva. 
Cleiton: Muito gostoso e marcante, com notas de pimenta.
Arilson: Sabor apimentado
Maristela: Gostou mais desse do que do Carmenere.  Achou o final bem macio
Klauber: Achou mais aveludado

Em seguida foi servido o Casillero Del Diablo Reserva Shiraz 2011, mas esse não foi avaliado.  Eu já havia bebido este vinho e lembro ter gostado bastante.


Por fim ainda bebemos um honesto Cosecha Tarapacá Merlot 2012.

QUARTO ENCONTRO

1º) Valpolicella Superiore La Bandina 2007 (Tenuta Sant'Antonio) - ITÁLIA
Eu estava bastante curioso para experimentar um bom Valpolicella.  Por este vinho estou encantado com a região.  Ficará muito tempo na lembrança como um dos melhores vinhos que já bebemos. 
Quanto aos aromas, concordamos que é bastante madeirado, com notas de especiarias, pimenta e frutas vermelhas.
Um sabor estruturado com presença marcante de madeira foi percebido por todos.  Outras percepções no paladar foram: notas de chocolate (Gandhi), aveludado (Paulo), alcóoloico e intenso (Klauber) e ácido no início (Antônio).

2º) Pulpit Rock Pinotage/Syrah 2011 – ÁFRICA DO SUL
Aroma de frutas e baunilha.  Sabor de pimenta, frutas, adocicado, porém ácido em demasia.  Melhora bastante com a aeração.  Retrogosto agradável e prolongado.

3º) Latitud 33° Syrah 2012 - ARGENTINO
4º) Latitud 33° Malbec 2012 - ARGENTINO
5º) Latitud 33° Cabernet Sauvignon 2012 - ARGENTINO

Quanto a esses três vinhos, ficarei sem um registro detalhado, pois não achei as anotações que fizemos sobre os mesmos e não recordo de muita coisa.  Lembro que Gandhi não gostou de nenhum, Antônio achou o Malbec o melhor da noite e eu, que já bebi o Malbec e o Syrah anteriormente, gosto muito de ambos, especialmente do Syrah.


O penúltimo vinho da foto (Familiar, português) foi utilizado para fazer comida e o último (Terraços) foi um complemento para aqueles que ainda estavam dispostos a beber.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Foi dada a largada

A Confraria dos Baccaninhas foi criada por um grupo de amigos e colegas de trabalho que queriam fazer encontros frequentes (a princípio de 15 em 15 dias) para degustar e aprender sobre os vinhos. Em geral, não somos experts no assunto. Alguns mais iniciantes, outros com algum tempo de interesse. Até hoje, já aconteceram cinco encontros.

Esse Blog está sendo criado, inicialmente para registrar e ser um local de consulta de informações sobre os encontros e os vinhos degustados. 


Foto do 1º encontro. Na ordem: Antônio, eu (Paulo), Gandhi, Klauber e Arilson.

O próximo Post será um breve resumo dos quatro primeiros encontros e em seguida outro a respeito do quinto. Depois disso, tenho o objetivo de publicar um Post a cada encontro. O foco dos Posts é falar a percepção de cada um a respeito dos vinhos degustados e mostrar fotos dos vinhos e dos participantes.